(Foto: Divulgação/Facebook/Rita Lobo)

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É hora de voltar para o arroz e feijão. Para a chef e apresentadora Rita Lobo quando a dupla fazia parte da alimentação do brasileiro diariamente a saúde era bem melhor. Rita é uma grande defensora da “comida de verdade” e condena os ultraprocessados como a principal causa dos problemas de nutrição no Brasil.

“À medida em que as pessoas foram se afastando do fogão, comendo mais comida pronta e trocando a alimentação tradicional brasileira por dietas da moda, a obesidade foi crescendo”, diz em seu Twitter. Rita busca incentivar as pessoas a retornarem à cozinha e defende a dieta tradicionalmente brasileira como uma ótima forma de manter a saúde e, consequentemente, o peso. “Só ultraprocessados ficam de fora de uma alimentação saudável de verdade. E sempre digo: a alimentação brasileira tradicional é ótima.”

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A apresentadora defende que “comer comida de verdade é um ato de resistência”. Segundo ela, os principais problemas de obesidade e doenças crônicas no país vêm aumentando na medida em que se eleva o consumo de alimentos industrializados e ultraprocessados. Ela acredita que retornar à cozinha, além de ser uma ótima maneira de manter a saúde, é uma oportunidade para reunir a família e os amigos.

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Mas com as rotinas corridas que as pessoas levam sobra cada vez menos tempo e disposição para cozinhar e isso acaba resultando no consumo de comidas extremamente prejudiciais à saúde. Rita busca apresentar receitas práticas e possíveis para se fazer no dia-a-dia, mostrando que recuperar esse hábito é viável e necessário.

Uma dica para quem quer se alimentar melhor e precisa comer na rua é apostar nos restaurantes por quilo. “Quilo é uma ótima opção pra quem precisa comer fora; ultraprocessado, seja em casa ou no fast food, é sempre ruim! Importante saber diferenciar comida de verdade de ultraprocessados para fazer melhores escolhas. E cozinhar sempre melhora a alimentação.”

Hábitos alimentares

Em meados de outubro, Rita publicou no seu blog Panelinha uma análise sobre a mais recente Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE, relacionando os resultados com o desenvolvimento de doenças nutricionais pela população brasileira. Os dados da POF foram coletados entre 2017 e 2018 em cerca de 58 mil residências ao redor do país. De acordo com o levantamento, os gastos das famílias com arroz e feijão caíram de 10,4% em 2003 para 5%, na última pesquisa. Ou seja, a proporção que esses gastos ocupam nos orçamentos das famílias brasileiras reduziu em mais da metade. Além disso, caíram também os gastos com farinhas e massas, leite e derivados e óleos e gorduras. Enquanto isso, o gasto com comida pronta subiu de 2,3% para 3,4%, no mesmo período, e as despesas com bebidas adoçadas aumentou de 8,5% para 10,6%.

Aliado a isso, a quantidade de pessoas consideradas obesas no Brasil aumentou de 11,8% em 2006 para 19,8% em 2018, segundo a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde. Isso indica um aumento de 67,8% em relação ao índice anterior. A obesidade é considerada um fator de risco para inúmeras doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, e hoje representa um problema se saúde pública maior que a desnutrição, no Brasil.

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