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As grandes propriedades agrícolas registradas no estado de São Paulo, que representam apenas 3,5% do total de imóveis cadastrados, concentram 54% do déficit ambiental em território paulista.

São consideradas grandes as propriedades com mais de 15 módulos fiscais. Esse indicador é a unidade de medida, em hectares, da área de um imóvel com condições de exploração econômica. Ela varia de acordo com o município e pode variar de 5 a 110 hectares.

Espacialização do déficit estimado de reserva legal no estado de São Paulo por propriedade rural em hectares (Foto reprodução Esalq-USP)

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A estimativa de onde há mais perdas de reserva natural foi feita por pesquisadores do Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade (Biota). Ele é apoiado pela Fapesp.

Estreitando mais o funil, os pesquisadores verificaram que 1,2 mil propriedades – equivalentes a 0,4% dos imóveis rurais cadastrados em São Paulo – detêm os 50% maiores déficits de reserva legal no Estado. Entre eles, 98% são maiores que 15 módulos fiscais.

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Na outra ponta, os imóveis com menos de quatro módulos fiscais, considerados pequenas propriedades, são a maior parte dos cadastrados no estado. Contudo, respondem por apenas 15,5% do déficit de área de preservação permanente.

Como o cálculo foi feito

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores usaram dados das propriedades rurais registradas até 2019 no Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar-SP). E cruzaram essas informações com índices de cobertura de vegetação nativa, fitofisionomias, biomas, uso do solo e de hidrografia. Os números foram obtidos no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Projeto Radam Brasil (Ministério de Minas e Energia) e na Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS).

Com isso, desenvolveram uma modelagem da malha fundiária paulista. Esse cruzamento indicou que, das 340,6 mil propriedades rurais no Estado de São Paulo, 237,1 mil possuem déficits de área de preservação permanente que totalizam 768,7 mil hectares. Desse total, 656,7 mil hectares são na Mata Atlântica e quase 112 mil hectares em áreas do Cerrado.

Com informações da Agência Fapesp

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