Aquecimento do Ártico provoca perda de gelo marinho e alterações nos ecossistemas terrestres e marinhos (Foto: ONU/ Mark Garten)

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O relatório Mudança Climática 2021: a Base das Ciências Físicas, divulgado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), da Organização das Nações Unidas (ONU), revela que até o fim do Século 21 poderá ocorrer um aquecimento global acima de 1,5 ° C e 2 ° C, a menos que haja reduções profundas nas emissões de CO2 e outros gases de efeito estufa nas próximas décadas. 

O estudo destaca “a influência humana no aquecimento do planeta num ritmo sem precedentes pelo menos nos últimos 2 mil anos”. 

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Por conta das elevadas emissões de gases de efeito estufa o planeta sofre consequentes mudanças na temperatura e nos extremos climáticos que afetam todas as regiões do mundo.

Entre as consequências estão ondas de calor marinhas, a acidificação e a baixa dos níveis de oxigênio. A previsão é que os ecossistemas seja afetados prejudicando pessoas que dependem de atividades marinhas.

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Já em relação às cidades, “fenômenos como calor e inundações fortes podem piorar com a maior precipitação em todas as regiões. Com um cenário de aquecimento global a 1,5 °C haverá mais ondas de calor, maior duração de estações quentes e menos frio”.

Consequências irreversíveis do aquecimento global

O relatório ainda alerta que poderão ocorrer chuvas e inundações mais intensas. Por outro lado, as secas serão mais fortes em muitas regiões e a “precipitação deverá aumentar em zonas altas, diminuindo em grande parte das regiões subtropicais”.  

“Em áreas costeiras continuará aumentando o nível do mar no Século 21. A situação agravará as enchentes em regiões costeiras baixas, bem como a ocorrência da erosão. Eventos extremos antes registrados a cada 100 anos nos mares podem ocorrer a cada ano. Espera-se ainda o degelo do solo permanentemente gelado, o permafrost, e a perda da cobertura de neve sazonal. Esse fenômeno será acompanhado de derretimento de geleiras e glaciares, além da perda de gelo do mar Ártico durante o verão”, aponta a ONU.

“Relatório deve soar como sentença de morte para os combustíveis fósseis”

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, diz que o documento é “um código vermelho para a humanidade”. Ele alerta que a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento estão sufocando o planeta e colocando bilhões de pessoas em risco.

Para Guterres, o relatório “deve soar como uma sentença de morte para os combustíveis fósseis, antes que destruam o planeta”. “O mundo deve isso à família humana, em especial às comunidades e nações mais vulneráveis e pobres, que são as mais atingidas pela emergência climática.”

Guterres defende que a COP-26, marcada para novembro, em Glasgow, seja um sucesso para que todas as nações, especialmente o G-20, assumam compromissos para evitar uma catástrofe climática. As soluções passam por “economias verdes e inclusivas, prosperidade e ar limpo”.

*Com informações da ONU

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