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Campanha lançada pelo grupo Amazon Rebellion, iniciativa que conta com ativistas de vários países que atuam em defesa das florestas, visa chamar a atenção da sociedade para o fato de que a indústria da alimentação está diretamente relacionada com as “destruições devastadoras” da Amazônia.

“Nossas mesas festivas estão escondendo um segredo sujo? Será esta nossa Última Ceia? As empresas que lucram com essa destruição estão profundamente enraizadas nas cadeias de abastecimento de alimentos em todo o mundo. Seus produtos se alinham nas prateleiras de praticamente todos os supermercados e acabam em pratos de jantar em todos os lugares, mas se escondem nas sombras. É hora de nomear os perpetradores”, alerta a campanha.

Em conversa com a Revista Fórum, os membros do Amazon Rebellion, assim com epidemiologistas do mundo inteiro tem alertado, afirmam que a atual pandemia é fruto da destruição do habitat de espécies selvagens.

“A atual pandemia de Covid é provavelmente uma doença zoonótica, ou seja, uma doença que ultrapassou a barreira das espécies de animais para humanos (considerada a terceira doença zoonótica por Coronavírus após SARS e MERS)”, declarou o Amazon Rebellium à Fórum.

Cabe destacar que “as doenças zoonóticas são causadas pela destruição e exploração de animais selvagens e seus habitats. A destruição contínua da Amazônia arrisca o surgimento de mais doenças zoonóticas e outras pandemias”, alerta o grupo.

O grupo também afirma que a atual situação da Amazônia é preocupante e, caso não seja revertida, pode ser catastrófica para o futuro do planeta.

“As evidências científicas mostram que a Amazônia está em estado de emergência – está em um ponto crítico. Além de ser um tesouro global da biodiversidade, ela tem uma função de regulação climática essencial para todo o planeta, e sua capacidade de fazer isso foi enfraquecida devido ao desmatamento contínuo. A COICA, representante de organizações indígenas dos 9 países amazônicos, acaba de declarar estado de Emergência Climática na Amazônia. Seu colapso seria catastrófico para o planeta”.

A produção brasileira da carne bovina é outra questão que ameaça o futuro da Amazônia, afirma o coletivo.

“O Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo e 80% da soja cultivada na floresta amazônica vai para ração animal, então o comércio de alimentos e rações é a causa de grande parte dessa destruição. Mineração, infraestrutura e exploração de petróleo também são os motores da destruição”, explicou o Amazon Rebellion.

Perguntamos ao grupo se a eleição de Joe Biden à Casa Branca – durante a eleição o candidato Democrata afirmou que ia pressionar o governo brasileiro por políticas de preservação da Amazônia -, pode ser observado como um dado positivo.

Para eles, “toda pressão internacional sobre as políticas ambientais e destrutivas de Jair Bolsonaro” serão necessárias.

Como exemplo, eles citaram a Medida Provisória 910, que visava legalizar os grandes grileiros e, depois de denúncias em fóruns internacionais e de uma carta de 40 empresas, entre elas os principais supermercados do Reino Unido, onde expressavam sua preocupação com a destruição da Amazônia, a votação da medida (hoje PL 2633/2020) foi adiada indefinidamente.

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Confira abaixo o vídeo da campanha “Será esta a nossa última ceia?” do Amazon Rebellion:

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