Bryan Adams: “Atribuo o crescimento do veganismo ao Instagram e à internet”

Bryan Adams retornará ao Brasil para shows em São Paulo e no Rio de Janeiro nos dias 18 e 19 de outubro. Reconhecido pelos sucessos que ficam entre o pop e rock, o cantor canadense também é famoso pelo ativismo em favor dos direitos humanos e do veganismo. Em entrevista à Folha, declarou atribuir “o crescimento do veganismo ao Instagram e à internet”.

O canadense considera que o crescimento do movimento vegano está ligado aos novos meios de comunicação porque, hoje, as pessoas têm mais acesso às informações sobre a tortura dos animais. Além disso, considera que há mais opções disponíveis para seguir esse estilo de vida, atualmente. Para ele, é preciso educar as novas gerações para que elas não permaneçam reféns dos interesses das grandes empresas, e possam agir para recuperar o tempo perdido com a ignorância da sua geração.

Adams parou de comer carne em 1988 e, desde então, tornou-se uma figura importante no ativismo em favor dos direitos dos animais. Já em 1990, envolveu-se com uma grande campanha em defesa das baleias, causa pela qual permanece lutando até hoje. Em setembro, o cantor fez um post no Instagram em que apelou mais uma vez pelo fim da caça aos animais, citando países onde isso ainda ocorre, como Japão e Noruega. “O futuro é reconhecer que matar animais para comer é acabar com o planeta”, escreveu.

Na nova turnê, Adams está plantando uma árvore para cada ingresso vendido. Ao todo, já foram plantadas quase um milhão ao redor do mundo, e ele diz estar planejando um projeto para plantar árvores no Brasil, em 2020. O ativismo ambiental e social é uma marca forte do cantor desde o início da sua carreira, nos anos 80.

O cantor usa constantemente o instagram para defender o veganismo e compartilhar um pouco do seu estilo de vida. Na própria descrição da sua página, ele inclui sempre um “Go Vegan” (vire vegano). No início do ano, ele fez um post acusando a indústria da carne de pregar uma necessidade falsa de consumir animais para ingerir proteínas suficientes. “Se você ama animais, não os coma!”, declarou.