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Quem simpatiza com o veganismo e o vegetarianismo, e gostaria de começar a reduzir o consumo de carne muitas vezes segue ou apoia o movimento da Segunda Sem Carne. Organizado no Brasil pela Sociedade Vegetariana Brasileira, essa campanha busca reduzir o consumo de alimentos de origem animal ao menos uma vez na semana e difundir os benefícios dessa redução.

Uma série de movimentos pregam o início de novos hábitos na segunda-feira. Por ser o começo da semana útil, é um dia em que muitas pessoas estão determinadas a tentar coisas novas. Além disso, algumas pesquisas já afirmaram que hábitos que se iniciam na segunda têm maior tendência de se estender para outros dias da semana. Isso tudo faz com que esse dia seja uma ótima opção para se incentivar as pessoas a comer menos carne e alimentos de origem animal.

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Entretanto, esses não foram os motivos que levaram à criação original desse movimento. A sua origem está em uma política da Administração de Comida dos Estados Unidos, durante a Primeira Guerra Mundial. O governo incentivava a população a consumir menos carnes nas segundas-feiras, com o objetivo de armazenar maior quantidade de alimentos para mandar para o exército americano e aliados. A campanha retornou durante a Segunda Guerra e, em 2003 foi revivida pelo advogada Sid Lerner, em parceria com a Universidade de John Hopkins. Assim, a Meatless Monday foi reintroduzida como uma campanha de saúde pública, visando à redução do consumo de carne para a prevenção de doenças crônicas.

Hoje, a campanha está presente em mais de 40 países, normalmente associada ao movimento vegano e vegetariano e aos seus ideais. No Brasil, é promovida pela Sociedade Vegetariana Brasileira que, além de produzir material de incentivo pelas redes sociais, organiza parcerias com instituições públicas para oferecer refeições vegetarianas nas segundas-feiras. De acordo com a Sociedade, em 2017, 2000 toneladas de carne deixaram de ser consumidas. Consequentemente, foram poupados 57 bilhões de litros de água, 500 milhões de metros quadrados de terras e 150 mil toneladas de grãos de soja. Além disso, 280 mil toneladas de gás carbônico deixaram de ser emitidas.

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Segundo a SBV, a Segunda Sem Carne do Brasil é a maior do mundo. No primeiro semestre de 2019, 42 milhões de refeições vegetarianas foram oferecidas. Embora contestada por alguns veganos e vegetarianos, que consideram não fazer sentido deixar de consumir carne apenas uma vez na semana e continuar com o consumo nos outros, a campanha é uma ferramenta eficiente de divulgação do movimento. Além disso, tem impactos concretos positivos.

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