(Foto: Christian Braga/Greenpeace)

O Ministério da Agricultura publicou os pedidos de registro de 73 novos agrotóxicos nesta quinta-feira (28) no Diário Oficial da União. Na segunda-feira (25), já haviam sido publicados o registro de mais 57 novos produtos, sendo 2 agrotóxicos inéditos, ou seja, substâncias que ainda não são utilizadas no agronegócio. Os outros 55 são produtos genéricos de substâncias já existentes.

Entre os genéricos autorizados está um que tem como ingrediente ativo o glifosato, agrotóxico mais vendido no mundo, que vem sendo questionado por possível ligação com o câncer. Na União Europeia, Áustria e Alemanha já decidiram bani-lo. Outro leva como princípio ativo o acefato, proibido na União Europeia e autorizado nos EUA.

Outros ingredientes liberados são os inseticidas iImidacloprido e tiametoxam, também proibidos na UE, por estarem relacionados com a morte de abelhas.

Neste ano, sob o governo Bolsonaro, já foram 439 produtos liberados. O ritmo de aprovação do registro de agrotóxicos em 2019 tem sido bastante acelerado. Segundo levantamento do Greenpeace é o maior número nos últimos dez anos. O Ministério da Agricultura só possui dados a partir de 2010, quando 104 produtos foram aprovados, o menor número da série histórica. Os números apontam uma alta de 322% entre 2010 e 2019, sendo que a partir de 2016 o ritmo aumentou. Em 2015, foram 139, em 2016, foram 277, em 2017, 405 e em 2018, 422.