Foto: Marizilda Cruppe/Anistia Internacional

Em meio à pandemia do coronavírus, que tem sobrecarregado o sistema de saúde de diversas cidades do país, o número de crianças internadas por conta da fumaça em áreas amazônicas dobrou neste mês de maio.

De acordo com a Fiocruz, é comum o aumento de queimadas na Amazônia durante os meses de maio a outubro, por conta das secas. A combinação entre a Covid-19 e as internações por problemas respiratórios, no entanto, pode ser catastrófica para hospitais da região.

“A soma da covid com queimadas é a tempestade perfeita para termos um pico de morte nos estados do Norte por causa de problemas respiratórios”, afirma a pesquisadora das universidades britânicas de Oxford e Lancaster, Erika Berenguer, especialista em degradação florestal e uma das autoras de um estudo que demonstra a vulnerabilidade das populações da Amazônia à Covid-19.

No ano passado, por exemplo, quando os incêndio aumentaram 30% na Amazônia, houve aumento de 2,5 mil internações mensais por problemas respiratórios. De acordo com estudo da Fiocruz, os estados com os sistemas de saúde mais afetados por conta dos incêndios foram Pará, Rondônia, Maranhão e Mato Grosso.

O Amazonas é um dos estados que mais sofre com o avanço da Covid-19 no país. Já são mais de 10 mil casos confirmados e 806 mortes, de acordo com o Ministério da Saúde.