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O desmatamento na Mata Atlântica cresceu 27% entre 2018 e 2019, de acordo com estudo da Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Ao todo, 14,5 mil hectares da floresta foram desmatados no período. Os números, no entanto, vinham caindo desde 2016.

O estado que mais sofreu com o desmatamento foi Minas Gerais, com 4.972 hectares destruídos, seguido da Bahia, com 3.532; depois vêm Paraná (2.767) e Piauí (1.558). Os estados também ocupavam os primeiros postos no ano passado.

“Em Minas Gerais, é a queima e árvores para carvão vegetal. Na Bahia, é a soja. No Paraná, há a pressão dos grandes agricultores em relação aos pequenos”, explica Mario Mantovani, diretor de políticas públicas do SOS Mata Atlântica.

Parte do aumento no desmatamento em 2019 pode ser justificado pelo afrouxamento das leis de proteção ambiental no governo de Jair Bolsonaro. Ainda na época da campanha, Bolsonaro afirmou, entre outras declarações, que “não aceitava” as multas ambientais. “Ele sinalizou um vale-tudo. E esse pessoal [que já desmatava antes] se sentiu inspirado”, avalia Mantovani.