Foto: Silas Ismael/Arquivo Pessoal

O mês de setembro ainda não acabou, mas já registrou um novo recorde em relação às queimadas no Pantanal. De todos os meses de setembro desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1998, o de 2020 foi o que registrou mais focos de incêndio.

Até então, foram 5.603 focos de calor detectados em apenas 16 dias, contra 5.498 registrados no mês inteiro de setembro em 2007 – o recorde para o mês até este ano. Em comparação com 2019, houve um aumento de 94% em relação à queimadas. Além disso, o número de focos neste mês está 188% acima da média histórica do Inpe para setembro. A informação é do G1.

O fogo já destruiu 85% do Parque Estadual Encontro das Águas, reserva das onças-pintadas no bioma. A estimativa é que o fogo já tenha destruído cerca de 12% do bioma neste ano.

O presidente Jair Bolsonaro, no entanto, tem minimizado as queimadas na região. O ex-capitão disse nesta quarta-feira (16) que as críticas ao governo brasileiro quanto aos incêndios ambientais são “desproporcionais”.

“Tem críticas desproporcionais à Amazônia e ao Pantanal, né. Califórnia está ardendo em fogo. A África tem mais fogo que no Brasil. Nós tentamos com a regularização fundiária resolver essa questão. Tem muita terra que ONG botou laranja aqui, então o lobby é enorme para você não fazer a regularização também”, afirmou.