Segundo a revista The Economist, deixar de consumir alimentos de origem animal em dois terços das refeições pode diminuir em até 60% as emissões de carbono. A revista analisou dados de um estudo das universidades de Oxford e Minnesota sobre dietas variadas para verificar os seu impactos ambientais.

De acordo com dados da ONU para Agricultura e Alimentação, o consumo de carne nos Estados Unidos e na Inglaterra aumentou em 10% desde a década de 1970. Apesar disso, mais da metade dos adultos nesses países dizem querer reduzir a quantidade de carne consumida. O estudo analisa os impactos ambientais e na saúde de consumir uma porção a mais de alguns alimentos por dia. Uma pessoa que ingere 50g adicionais de carne vermelha processada tem 41% mais chance de morrer em um ano determinado.

Além disso, um pedaço de 50g de carne vermelha é responsável por 20 vezes mais liberação de gases estufa e 100 vezes mais uso de terras, quando comparada a uma porção de 100g de legumes. Todos os indicadores ecológicos utilizados pelos pesquisadores indicam que a carne vermelha é 35 vezes mais prejudicial ao meio ambiente do que vegetais.

Entretanto, a quantidade de vegetais consumida por vegetarianos para suprir a ausência de carne é bastante grande. Mesmo assim, a substituição é benéfica ao ambiente. Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade de Johns Hopkins no início do ano, um americano vegetariano reduziria em 30% a emissão de gases estufa proveniente da sua alimentação. Contudo, pessoas que comem carne e cortam laticínios podem obter resultados semelhantes. Já a adoção de dois terços das refeições veganas pode reduzir em até 60% a emissão. Quem adere ao veganismo pode reduzir em até 85% esses impactos.