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Relatório divulgado nesta segunda-feira (21) pela Oxfam, ONG que atua na redução da desigualdade e da pobreza, aponta que o 1% mais rico da população mundial é responsável por duas vezes mais poluição de carbono do que os 3,1 bilhões de pessoas que fazem parte da metade mais pobre. Estudo equivale a um período de 25 anos de crescimento de emissões em todo o mundo.

O novo relatório da Oxfam, “Confronting Carbon Inequality” (Confrontando a desigualdade de carbono, em tradução livre), foi baseado em pesquisas conduzidas com o Instituto Ambiental de Estocolmo em meio aos preparativos para a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), evento voltado para a discussão de desafios globais, incluindo a crise climática.

O relatório avaliou as emissões de diferentes grupos de renda entre 1990 e 2015. De acordo com a pesquisa, os 10% mais ricos foram responsáveis ​​por mais da metade (52%) das emissões entre 1990 e 2015. O 1% mais rico foi responsável por 15% das emissões durante este período – mais do que todos os cidadãos da União Europeia e mais do que o dobro da metade mais pobre da humanidade (7%).

Durante esse tempo, os 10% mais ricos aumentaram em um terço do limite global de carbono em comparação com apenas 4% para a metade mais pobre da população. O limite de carbono é a quantidade de dióxido de carbono que pode ser adicionada à atmosfera sem fazer com que as temperaturas globais subam acima de 1,5 °C.

Nas redes sociais, a ativista ambiental Greta Thunberg compartilhou o estudo e destacou que nem todos são responsáveis pela crise climática. “A crise climática não é algo que ‘nós’ criamos. ‘Nós’ não somos igualmente responsáveis ​​por roubar o futuro”, escreveu no Twitter.