Ahimsa/Divulgação

A organização internacional Peta (Pessoas em Luta pelo Tratamento Ético aos Animais, na sigla em inglês), responsável por certificar produtos veganos, afirma que há um crescimento de 275% por ano no número de fábricas de calçados na América do Sul que solicitam o selo à entidade.

A certificação é a principal forma de garantir ao consumidor que o produto é livre de sofrimento animal. No Brasil, duas empresas solicitaram o logotipo em 2016 e 2017, outras oito marcas obtiveram a qualificação em 2018 e mais sete se juntaram à lista em 2019. Até julho deste ano, mais duas empresas conquistaram o selo e há lista de pendentes para aprovação. A informação consta em reportagem do Zero Hora.

Segundo dados da empresa de pesquisa Future Market Insights, o mercado global de calçados veganos deve fechar 2020 com um valor equivalente a mais de R$ 137 bilhões. Para os próximos dez anos, a previsão é de taxa de crescimento anual composta de 7,2%.

Um dos focos do mercado é o uso de materiais reciclados, embora matérias-primas cada vez mais naturais, como os vegetais, estejam conquistando mais espaço. Na América do Norte, por exemplo, o uso de cânhamo – variedade da planta Cannabis – na fabricação de calçados deve se tornar cada vez mais usual.

“Nos próximos anos, a demanda por calçados cruelty-free deverá aumentar significativamente. O mercado está em rápida expansão e demonstra potencial de crescimento a longo prazo. O uso crescente de material sustentável impulsionará a produção de calçados veganos no mundo todo”, avalia a FMI.