Fávio Pozzebom/Agência Brasil

Com a epidemia do coronavírus pelo mundo, afetando mais de 10 mil pessoas, e a notícia de que um cachorro testou positivo para o vírus em Hong Kong, tutores de pets passaram a se preocupar com uma possível transmissão animal-humano da doença.

Contudo, veterinários da WSAVA (Associação Mundial de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais) e especialistas da OMS (Organização Mundial da Saúde), já declararam ser pouco provável que animais domésticos contraiam o vírus sem que ele sofra uma mutação considerável. 

Desta forma, as chances de que um animal de estimação possa ser infectado pelo novo coronavírus ou transmitir a doença é algo pouco provável. “Os animais, tanto domésticos, quanto silvestres não desenvolvem a doença” explica a médica veterinária e professora da PUC-PR, Kung Darh Chi, em entrevista ao Estado de S.Paulo.

A especialista explica que, mesmo com o alto poder de mutação do vírus, é pouco provável que alguma delas irá infectar os animais de estimação. O novo coronavírus precisaria de uma adaptação proteica para se ligar à célula de um hospedeiro diferente.

Em Hong Kong, a dona do cachorro que testou positivo para o vírus também estava com a doença. Contudo, ainda não se sabe se o animal estava infectado ou se o vírus estava superficialmente nele. 

Segundo Helena Lage, da FZEA-USP (Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo), em entrevista ao R7, o vírus que tem facilidade maior de infectar várias espécies de animais é o influenza. Portanto, a OMS recomenda higiene das mãos com sabão após o contato com animais, mas para proteção contra outras doenças como aquelas causadas por bactérias.