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O governo da Dinamarca decidiu suspender o sacrifício de 17 milhões de visons no país. As mortes foram anunciadas na semana passada pela primeira-ministra, Mette Frederiksen. A medida, no entanto, enfrentou forte pressão política e popular, especialmente de movimentos voltados aos direitos dos animais.

Os visons são criados em fazendas em alguns países da Europa. Os animais são usados para a produção de roupas, produtos médicos e até cosméticos, além da preservação e impermeabilização de couro.

O governo havia alegado que o sacrifício seria necessário para conter a disseminação de uma nova cepa do coronavírus, que teria sido identificada nos animais. Autoridades de saúde locais disseram que o contágio poderia ameaçar a eficácia das vacinas contra a Covid-19 que estão em desenvolvimento.

O país, no entanto, já sacrificou mais de 2,4 milhões de animais. Um dos partidos que fez oposição à medida foi o Venstre, alegando que o governo não tinha evidências científicas suficientes para exterminar os visons.

A Dinamarca teria registrado 214 casos de pessoas com Covid-19 que teriam adquirido a doença em criadouros de visons. Entre elas, doze teriam sido infectadas com o coronavírus mutado. O mesmo foi registrado na Holanda, que também autorizou o abate de ao menos 10 mil visons.

A associação “Animal Rights Netherlands” foi uma das que denunciou a medida adotada pela Holanda nas redes. O grupo afirmou que entrou na Justiça para tentar o fechamento definitivo das fazendas de criação de visons e impedir o abate dos animais, mas não teve êxito.